quinta-feira, junho 30, 2005

a revolta dos pasteis de nata

Há dias que ando positivamente a “ruminar” sobre um programa emitido pela RTP numa recente sexta-feira à noite , A revolta dos pasteis de nata, cujo tema era o racismo.
Para este programa, emitido num canal público pago pelos Portugueses, foram apenas convidados Mamadu Ba, senegalês a residir em Portugal e a senhora Inês Pedrosa , que tiveram a possíbilidade de dizer toda a verborreia que lhes veio á cabeça , sempre com o apoio do ridiculo apresentador do programa, passando a ideia a quem viu o programa que estas duas anteriores personagens seriam uns dignos representantes da sociedade Portuguesa e autoridades sobre o assunto em questão , a culpabilização crescente de algumas minorias emigrantes provocada pelo aumento da insegurança e criminalidade , que estes importantes convidados transformaram numa questão de racismo puro e simples da parte da maioria dos Portugueses .
Quem é Mamadu Ba ? Quem é este estrangeiro que na minha Pátria vem á televisão do Estado dizer mal dos Portugueses que o acolhem ? Porque está cá esse senhor a viver á nossa custa se não se sente bem em Portugal por segundo as suas palavras sermos racistas ? O sujeito evidenciou um desprezo total e racista para com o povo português , chamando-nos atrasados , xenófobos , burros e broncos , apoiado totalmente pela Inês Pedrosa , embora dessa senhora tudo espere pois de entre os vários artigos por si escritos , foi autora de um dos artigos de opinião acerca dos Portugueses mais nojentos que até hoje li.
Como não podia deixar de ser , estes dois personagens mais o palhacinho apresentador, deram voz à versão revisionista do arrastão... afinal, os criminosos negros eram só vinte jovens , e todos os outros 480 que foram vistos a correr, eram jovens inocentes que iam só a fugir da carga policial , o que não deixa de ser curioso, pois as famílias de banhistas brancos que se viam na praia não fugiram pela areia fora quando viram a polícia chegar. Os «revisionistas» do arrastão fazem ouvidos de mercador aos testemunhos dos Portugueses que estavam na praia , pois não são testemunhos credíveis e são mentirosos uma vez que são racistas. Aliás , o Senhor Embaixador de Cabo Verde, também deve ser um mentiroso racista , uma vez que afirmou quando inquirido sobre o assunto , a sua preocupação , pois considera que este arrastão em Carcavelos foi só , segundo palavras suas e ditas para quem o quis ouvir ,”a ponta do tsunami”
O Sr Mamadu Ba satirizou e riu-se com ar de gozo dos Portugueses que pura e simplesmente reivindicam segurança e o direito a não serem invadidos :
Chamou-nos com todos os dentes e a todos imbecis racistas .
A explicação nas suas palavras e da Inês Pedrosa para estar a crescer este sentimento anti criminoso virado para alguma comunidade negra é apenas porque a maior parte de nós passa por sermos desempregados rancorosos e burros, donas de casa analfabetas ,
donos de lojas avarentos que se revoltam com pequenos assaltos de que são vitimas , cidadãos que teimam em andar á noite pela cidade e que por isso , por insistirem em andar por onde não devem , são provocados , insultados ou roubados pelos gangs , um ou outro condutor da carris iletrado que odeia os negros sómente porque algum destes jovens entrou no autocarro sem pagar e o agrediu porque ele teve o desplante de lhe dizer alguma coisa , são os utentes dos transportes publicos que por andarem de telemovel , carteira na mão ou com uns oculos escuros de marca , foram de alguma maneira vítimas por parte dos pobres jovens negros que cobiçam aquilo que coitadinhos não teem dinheiro para comprar .
Mamadu Ba , apoiado por Inês Pedrosa , ás tantas e a talhe de foice, satiriza o português típico que diz que não é racista , mas que não aceita ver a sua filha casada com um preto e que nem lhe passa pela cabeça poder ter um dia netos mulatos , insurgindo-se igualmente pelo facto de a maioria das crianças adoptadas em Portugal serem brancas , acusando os casais Portugueses que adoptam crianças de serem racistas por darem preferencia a miudos e miudas brancas em detrimento das crianças negras , que pelas suas palavras são bem mais necessitados de um bom lar .Tudo isto como ilustração da veia "racista" do povo Português .
Na minha modesta opinião se estes "jovens" descendentes de imigrantes dos bairros degradados se comportassem como cidadãos de bem e pessoas correctas, ou pelo menos se esforçassem para o ser, ninguém estaria contra eles.
Quem se insurje contra criminosos , não tem culpa que eles sejam pretos, verdes ou azuis , se for o caso. Mas há como contornar o facto da quase totalidade da criminalidade ser por eles perpetrada ?
Para esses "jovens" ( jovem = nome dado pelos media e os políticamente correctos a um criminoso com menos de 40 anos se este for de raça negra ou cigana ) é-lhes mais fácil roubar, simplesmente porque descarta, á priori, a necessidade de trabalhar de sol a sol para poder comprar algo que é caro e considerado um luxo. A verdade incontornável é que a maioria dessas pessoas se tiver que optar entre uma vida digna, mas de esforço , cheia de dificuldades e sempre a contar os tostões para a renda e a comida (de resto, em tudo igual á vida da maioria dos portugueses) e uma vida fácil e ociosa , á margem da lei, opta invariavelmente pela fácil. Vender e traficar droga, assaltar e roubar sem o minimo respeito seja por quem for ou pela vida dos outros é mais lucrativo , menos cansativo e não faz calos nas mãos como as ferramentas e as enxadas.
Não trabalhar e gostar de luxos faz parte da cultura dos gangs dos tais “jovens” e é muito dificil contrariá-la .
Eles não são coitadinhos, não sofrem de exclusão social. Eles auto-excluem-se.
Os filhos de emigrantes de Africa e os jovens ciganos não podem queixar-se de exclusão. Uma vez nascidos cá tem os mesmo direitos, nomeadamente de educação e ensino, que qualquer outro português tem, aliás teem muito mais, pois o estado auxilia-os e dá~lhes tudo e mais alguma coisa , até casas lhes dão . Se não o aproveitam, têm que assumir a responsabilidade da escolha e as consequências e não se podem considerar como coitadinhos a vida toda.
Há emigrantes de leste que para cá vieram que caminham diáriamente quilómetros para levar os filhos á escola, faça chuva ou sol. Os filhos têm elevado aproveitamento escolar , muito superior em muitos casos ás medias escolares. A maioria destes emigrantes de leste trabalham como os Portugueses de sol a sol, logo compram telemóveis, assim como carros usados e muitos até o fazem a crédito, porque têm crédito, alugam casas e até se dão ao luxo de ter pequenos luxos . Como o conseguem ? Porque trabalham ,porque educam os filhos e tentam preservar os valores familiares. É curioso verificar como o trabalho honesto abre sempre umas portitas, não é?
Os Portugueses que emigraram, para os EUA , Canadá , Brasil , Africa e sobretudo para França, tinham poucas qualificações, muitos eram analfabetos, viveram em condições sub humanas muitos deles , em bairros pobres nos arredores das principais cidades, mas integraram-se, a maior parte deles assimilou a cultura do país que os acolheu,lutaram por uma vida melhor, trabalharam duro, foram bem aceites pela sua honestidade e capacidade de trabalho ,souberam transmitir valores aos filhos, deram-lhes uma educação , e a grande maioria singrou. Nunca ninguém ouviu falar de guetos Portugueses onde quem lá entrasse era agredida e a polícia era morta a tiro, de gangs de jovens criminosos portugueses onde quer que seja. Se os emigrantes africanos fizessem como fizeram estes emigrantes portugueses, possívelmente ninguem se insurgirá contra sua presença .
O simples facto de se "barricarem" nesses bairros é desde logo auto-exclusão, tipo daqui não saiu ,fico perto dos meus, aqueles que partilham as minhas origens e maneira de pensar, cultivando a diferença , a preguiça , a ociosidade, a imundíce, a promiscuidade, o delito e a degradação crescente. Nem tentam , porque não o desejam , a integração, em pé de igualdade, assimilando a cultura de quem os acolhe , única via para uma plena integração em qualquer sociedade. É preciso ver e aceitar de vez que o crescente numero de “jovens” marginais (e sim marginalizados, mas apenas porque a postura deles assim o impõe), são um problema grave e que a chave para a resolução desse problema passa grandemente pelas suas próprias mãos e postura perante a sociedade. Optem pela via do trabalho, do estudo, do elevarem-se para outro patamar de valores e ninguém nunca lhes negará nada.
Como explicar o facto de que a postura, e as consequências dessa mesma postura, da maioria dos emigrantes de leste e dos Portugueses no mundo , ser tão diferente da dos emigrantes africanos? Tanto são imigrantes uns como os outros.Todos saem da sua terra á procura de vida melhor.Em que medida podemos nós os Portugueses que os acolhemos ser os culpados dessa diferença?
Se calhar , a culpa é mesmo nossa : As nossas escolas não são suficientemente boas para esses jovens. Nem compreendo como o foram para a maioria da população portuguesa e com BI português, que conseguiram estudar e tirar cursos superiores .
A culpa é nossa se existiram muitos portugueses que viveram no limiar da pobreza , se se contentavam com um par de sapatilhas da feira e um casaco de fato e que tinham de durar até á feira do proximo ano e que para estudar se deslocavam quilómetros a pé e á boleia enquanto os pais se esfarrapavam a trabalhar para lhes dar de comer. Realmente como puderam alguns de nós aceitar crescer e viver em tais condições sem sequer manifestar o seu repudio, sem se insurgir? Cambada de frouxos ! Como é que os nossos pais conseguiram criar-nos sem nos abandonar nas ruas , sem delegar para a escola e para o estado a nossa educação e transmissão de valores que a eles, em primeira instância, cabia , tendo de saír todos os dias de madrugada de casa para poder ir trabalhar e só voltando á noite ?
A culpa deve ser nossa se existiram outros portugueses que tiveram desde muito novos de trabalhar de verão em restaurantes e hoteis para pagar os estudos durante o inverno e alguns desses portugueses tiveram mesmo irmãos que tiveram e teem de trabalhar no duro, nas obras, para ajudar o magro orçamento familiar e muitas vezes até postos a trabalhar como castigo por reprovarem um ano e para aprender o que custa ganhar o pão do dia a dia.
É inconcebivel que estes portugueses não se tenham tornado todos criminosos ,não se tenham revoltado, não tenham criado mecanismos violentos de ruptura social para manifestar as gritantes faltas de que eram vitimas, chamando a eles os holofotes, evidenciando assim a gritante discriminação de que eram alvo face aos demais Europeus.
Por isso, “jovens”, revoltem-se ! Há que saquear, molestar, matar e destruir porque é inadmissivel que o estado considere que ao dár-vos apenas uma sala de aula, (ainda que com uma cadeira partida) e um plano de saúde (ainda que com muitas deficiências) está a contribuir para a vossa educação , para melhorar a vida que os vossos pais tinham . Não, o estado não tem que lhes dar oportunidades , ferramentas para o futuro ! O estado terá obrigatóriamente que dar-vos tudo aquilo que desejam e nunca tiveram, mesmo sabendo que se tivesse que depender do vosso esforço e vontade própria, nunca teriam.
E é para dar continuidade e apurar tudo isto que o Governo português prepara-se para alterar a lei da nacionalidade tornando-a ainda menos criteriosa e facilitando a sua obtenção pelas comunidades imigrantes em Portugal. O presidente da associação Solidariedade Imigrante revelou que em reunião com o grupo parlamentar do PS pediu uma reforma ainda mais alargada à lei de forma a permitir a legalização indiscriminada de todos os imigrantes que se encontrem no nosso país. O PS prepara-se também para alargar as medidas de protecção social à imigração, o que implica naturalmente mais um acréscimo de custos para o contribuinte português.
Este governo envia assim um sinal de que, na realidade, o crime compensa e a chantagem política é eficiente. Quando no futuro reivindicarem algo mais, as comunidades imigrantes saberão que o melhor meio é tentar impor o medo e a desordem social, pois ao abrigo dos argumentos da exclusão social ou de qualquer protesto de discriminação, não só não serão punidos como serão provavelmente agraciados com qualquer medida política de encontro às suas reivindicações e aspirações, caso contrário poderão sempre ameaçar que os problemas sociais e a criminalidade aumentarão. É sem dúvida uma forma de pressão eficaz perante um Governo fraco que em vez de optar por uma posição dura, enviando um sinal claro de autoridade, recua e cede a grupos de pressão traidores á Patria Portuguesa .
O Governo vai assim retirar totalmente ao direito de nacionalidade qualquer dignidade simbólica mínima que ainda lhe restasse.
É o achincalhamento completo do legado histórico de Portugal, o desrespeito por quem ergueu a nação à custa do seu sangue,do seu trabalho . Qualquer estrangeiro que por cá aterre arrisca-se agora a tornar-se uma espécie de “português instantâneo”. Os políticamente correctos retiram cada vez mais significado ao “ser Português”. Não é necessário demonstrar fidelidade à nossa Pátria, prestar serviços de relevo, integração na nação, qualquer tipo de ligação emocional a Portugal! Não, basta ter um filho por cá que a descendência será logo "portuguesa de gema" ou então fazer um simples requerimento !
Não seria, embora já com grande atraso , neste momento mais util aos interesses de Portugal e dos Portugueses , inclusivamente dos próprios imigrantes honestos e trabalhadores , que os nossos governantes tivessem a preocupação de tentar devolver a segurança ao País , de parar a invasão indiscriminada de novos imigrantes , criando mecanismos que a controlem e a dificultem, tratar de separar o trigo do joio deportando para os países de origem todos os que aqui estão ilegalmente , a escumalha e todos aqueles que cometesse crimes na nossa Pátria , muitos deles criminosos fugidos do seu próprio país?
Se calhar era , mas não seria políticamente correcto .
Puta que pariu os cobardes que são incapazes de tomar medidas em defesa da Pátria sem temer as críticas!